
8 de março: além da homenagem, mulheres ainda lutam contra a violência
Neste Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a data é marcada por homenagens, flores e mensagens de reconhecimento à importância das mulheres na sociedade. Porém, além das comemorações, o dia também serve como um momento de reflexão sobre um problema que ainda atinge milhares de brasileiras: a violência contra a mulher.
Mesmo com avanços nas leis e na conscientização da sociedade, a violência doméstica continua sendo uma realidade preocupante no país. Dados do estudo Atlas da Violência 2025, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apontam que mais de 275 mil casos de violência contra mulheres foram registrados no Brasil em 2023, sendo que mais de 177 mil ocorreram no ambiente doméstico. �
Além das agressões físicas, muitas mulheres também sofrem violência psicológica, moral, sexual e patrimonial, geralmente praticadas por companheiros, ex-companheiros ou pessoas próximas da família.
A criação da Lei Maria da Penha foi um marco importante no combate a esse tipo de crime. A legislação garante medidas protetivas às vítimas e prevê punições mais rigorosas para os agressores. Mesmo assim, especialistas destacam que denunciar ainda é um passo fundamental para romper o ciclo da violência.
Nos casos de agressão ou ameaça, as vítimas podem buscar ajuda através do telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, ou acionar a polícia pelo 190 em situações de emergência.
Mais do que homenagens, o Dia Internacional da Mulher também reforça a necessidade de respeito, igualdade e proteção. Combater a violência contra a mulher é um compromisso que precisa ser assumido por toda a sociedade, todos os dias.

