
Professora de Direito e escrivã da Polícia Civil é assassinada por acadêmico após reprová-lo por três décimos no último semestre
Um crime de extrema gravidade chocou Porto Velho na noite desta sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026. A professora de Direito e escrivã da Polícia Civil de Rondônia, Juliana Mattos, de 41 anos, foi assassinada dentro de uma faculdade particular da capital por um acadêmico do curso após tê-lo reprovado por apenas três décimos no último semestre letivo.
De acordo com as primeiras informações apuradas pelas autoridades, o suspeito não teria aceitado a reprovação e passou a demonstrar comportamento obsessivo em relação à docente. No dia do crime, ele assistiu à aula normalmente, sentando-se na primeira fila e observando a professora durante toda a exposição.

Ao final da aula, o acadêmico teria fechado a porta da sala e atacado a vítima. Juliana chegou a ser socorrida e encaminhada em estado grave ao Hospital João Paulo II, porém não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.
A Polícia Militar foi acionada e conseguiu deter o suspeito ainda no local. Ele foi conduzido à delegacia e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar detalhadamente a motivação do crime, o histórico do agressor e eventuais falhas na segurança da instituição de ensino.
A morte de Juliana Mattos causou grande comoção entre estudantes, professores, profissionais do Direito e servidores da segurança pública. Colegas destacaram o comprometimento da escrivã tanto na atuação policial quanto na carreira acadêmica.

O caso reacende o debate sobre segurança nas instituições de ensino, saúde mental e os limites da intolerância diante de frustrações pessoais. Até o fechamento desta matéria, a faculdade ainda não havia se manifestado oficialmente.
